A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns e incapacitantes do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela afeta mais mulheres do que homens, e os motivos são muitos: fatores hormonais, emocionais, sociais e até genéticos. Identificar os sintomas da depressão feminina é o primeiro passo para buscar tratamento e combater a doença.
Por que a depressão é mais comum em mulheres?
A depressão em mulheres pode estar relacionada a uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Mudanças hormonais, como as que ocorrem na TPM, gravidez, pós-parto e menopausa, influenciam diretamente o humor e o equilíbrio emocional.
Além disso, mulheres ainda enfrentam altos níveis de cobrança, acúmulo de funções e pressão estética, o que também aumenta o risco de desenvolver o transtorno.
Principais fatores de risco para a depressão feminina
Embora a causa exata da depressão feminina ainda não seja completamente conhecida, alguns fatores aumentam significativamente as chances de uma mulher desenvolver o distúrbio:
- Histórico familiar de depressão
- Desequilíbrios hormonais
- Estresse crônico
- Doenças como hipotireoidismo ou hipertireoidismo
- Uso de certos medicamentos
- Período pós-parto
Sintomas da depressão em mulheres: o que observar?
Os sintomas da depressão em mulheres variam de pessoa para pessoa, mas os sinais mais frequentes incluem:
- Tristeza persistente sem motivo claro
- Pensamentos negativos sobre si mesma
- Sensação de desamparo ou desesperança
- Baixa autoestima
- Mudanças de humor constantes
- Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas
- Alterações no apetite (falta ou excesso de fome)
- Problemas para dormir (insônia ou sono excessivo)
- Dificuldade de concentração e memória fraca
A depressão feminina também pode se manifestar fisicamente, especialmente em mulheres mais velhas. Dores de cabeça frequentes, dores no corpo, problemas digestivos e fadiga constante são sinais de alerta.
Em mulheres mais jovens, os sintomas podem afetar o desempenho escolar e até levar a distúrbios alimentares.
Hormônios e depressão
Os hormônios femininos, como estrogênio e progesterona, influenciam diretamente o humor. Durante a TPM, o ciclo menstrual, a gravidez, o pós-parto e a menopausa, os níveis hormonais oscilam, e essas mudanças podem desencadear ou agravar sintomas de depressão.
Distúrbios da tireoide também afetam os hormônios e, em alguns casos, estão diretamente ligados à depressão.
A depressão pós-parto
Mesmo sendo um momento cercado de expectativas positivas, a maternidade pode desencadear a depressão pós-parto. Estima-se que entre 10% e 15% das mães enfrentem esse quadro nos primeiros seis meses após o nascimento do bebê. Tristeza, irritabilidade, exaustão extrema e dificuldade para se conectar com o bebê são sinais de alerta.
É fundamental procurar orientação médica para iniciar o tratamento adequado e garantir a saúde da mãe e do bebê.
Como é feito o tratamento da depressão em mulheres?
O tratamento da depressão feminina pode ser medicamentoso, psicoterapêutico ou uma combinação dos dois. A escolha do melhor caminho depende da intensidade e frequência dos sintomas, sempre com acompanhamento médico.
1. Tratamento medicamentoso
Antidepressivos ajudam a reequilibrar os neurotransmissores no cérebro. Mas atenção: só um psiquiatra pode indicar o medicamento correto. Nunca se automedique.
2. Psicoterapia
A psicoterapia, especialmente a cognitivo-comportamental, ajuda a entender padrões de pensamento e comportamento que contribuem para a depressão. Pode ser feita individualmente ou em grupo.
O tempo de tratamento varia, podendo levar algumas sessões ou exigir um acompanhamento mais longo.
3. Mudanças no estilo de vida
Alimentação equilibrada, sono de qualidade, atividade física e uma rotina saudável são aliados importantes no combate à depressão.
Os sintomas da depressão em mulheres não devem ser ignorados ou minimizados. Quando persistem por semanas e começam a interferir na rotina, é hora de procurar ajuda. O diagnóstico e o tratamento corretos fazem toda a diferença na recuperação da saúde emocional.
Se você ou alguém próxima apresenta sinais de depressão, converse com um médico. Reconhecer o problema é o primeiro passo para a recuperação.
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