Tudo que você precisa saber sobre o Transtorno Bipolar
O Transtorno Bipolar é uma das doenças que mais levam o paciente à internação psiquiátrica. Entenda do que se trata.
O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental caracterizada por oscilações intensas de humor, que variam entre episódios de euforia (mania) e períodos de depressão profunda. A condição afeta entre 1% e 2% da população mundial e, em casos mais graves, é uma das principais causas de internação psiquiátrica.
A bipolaridade, como também é conhecida, é um distúrbio psicoemocional marcado por mudanças intensas de humor, energia e comportamento. Essas mudanças acontecem em ciclos, que podem durar dias, semanas ou meses.
É importante destacar que o transtorno bipolar não é uma “instabilidade emocional”, mas sim uma condição clínica com episódios bem definidos.
Existem três principais classificações:
1. Transtorno Bipolar Tipo I
Episódios maníacos intensos, muitas vezes rápidos, seguidos de episódios depressivos ou quadros mistos. É o tipo mais clássico e tende a ser o mais severo.
2. Transtorno Bipolar Tipo II
Caracterizado por episódios de hipomania (uma forma mais leve de mania) e períodos de depressão. Costuma ser confundido com depressão recorrente.
3. Transtorno Bipolar Ciclotímico
Alterações constantes entre períodos depressivos longos e episódios de mania mais leves. A ciclagem é mais frequente e pode durar anos.

Sintomas mais comuns do transtorno bipolar
Além dos episódios maníacos e depressivos, os sinais de alerta incluem:
- irritabilidade
- esquecimentos frequentes
- fala compulsiva
- alterações significativas no sono
- variações intensas de energia
- gastos impulsivos
- mudança brusca de humor ao longo de semanas ou meses
Esses sintomas combinados ajudam a diferenciar o transtorno bipolar de outras condições.
Causas do transtorno bipolar
Não existe uma única causa, mas a ciência aponta três fatores principais:
1. Genética
A hereditariedade é o fator mais forte. Pessoas com familiares bipolares têm maior risco.
2. Alterações químicas no cérebro
Desregulação de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina desempenha papel central.
3. Fatores ambientais e sociais
Estresse intenso, traumas e hábitos de vida podem desencadear crises, especialmente em pessoas predispostas.
O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico e exige avaliação de um psiquiatra ou psicólogo especializado. Como não existem exames laboratoriais que confirmem o transtorno, o profissional analisa o histórico de sintomas do paciente, a intensidade e duração dos episódios, a exclusão de causas físicas ou outras condições mentais, e o impacto na vida social, profissional e familiar.
É um processo cuidadoso, que pode levar semanas ou meses de acompanhamento.
Tratamento do transtorno bipolar
O transtorno bipolar tem tratamento e, quando tratado adequadamente, o paciente pode levar uma vida funcional e equilibrada.
O tratamento combina medicamentos — prescritos por um médico —, psicoterapia — que ajuda o paciente a reconhecer gatilhos e desenvolver estratégias de enfrentamento —, e intervenções comportamentais, como a adoção de hábitos saudáveis e uma rotina adequada.
Transtorno bipolar x Transtornos de personalidade: qual a diferença?
No transtorno bipolar, a personalidade do indivíduo permanece a mesma, o que muda é o humor, que oscila em ciclos.
Nos transtornos de personalidade, há padrões persistentes e rígidos de comportamento que independem de “fases”. Por isso, o tratamento e o prognóstico são diferentes.
Quando procurar ajuda?
O ideal é procurar atendimento especializado quando o paciente apresenta episódios de mania ou depressão, mudanças extremas de humor, comportamentos de risco, sofrimento emocional intenso e pensamentos suicidas.
Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados no tratamento.
Se você identificou algum desses sintomas em si ou em alguém próximo, procure ajuda médica!
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Referências: SESA, Einstein