A ansiedade é uma emoção normal em circunstâncias de ameaça ou perigo, e ela nos deixa mais focados e preparados para enfrentar esses desafios. Entretanto, existem muitas ocasiões em que a ocorrência da ansiedade é mal adaptativa, por ser excessiva ou persistir além de períodos apropriados ao nível de desenvolvimento.
Os transtornos de ansiedade caracterizam-se pelo conceito de sintomas centrais de medo e preocupações excessivos, além das perturbações comportamentais associadas. O medo é a resposta emocional a ameaça iminente, real ou percebida. É com frequência associado a períodos de excitabilidade autonômica (taquicardia, sudorese, falta de ar etc.), necessária para a “luta ou fuga”.
Já a ansiedade é a antecipação de ameaça futura, causando preocupação. A preocupação pode envolver sofrimento ansioso, expectativas apreensivas, pensamentos catastróficos e obsessões, e está hipoteticamente ligada a alças de retroalimentação córtico-estriada-tálamo-corticais (CETCs) do córtex pré-frontal.
O sentimento de medo pode ser regulado pelas conexões recíprocas que a amígdala compartilha com áreas essenciais do córtex pré-frontal, que regulam as emoções. Mas não é só isto. O medo pode causar hiperativação da resposta endócrina, com ativação do eixo HHSR e aumento do cortisol, com implicações significativas para a saúde.
Pode causar também uma hiperativação da resposta autonômica (com aumentos da frequência cardíaca e da pressão arterial), que a longo prazo pode levar ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Como formas de gerenciar a ansiedade, podemos citar:
- faça pausas nas notícias, inclusive nas redes sociais;
- cuide do seu corpo (alimentação saudável, atividades físicas, consultas médicas
regulares etc.);
- durma o suficiente;
- mova-se mais e sente-se menos;
- limite a ingestão de álcool. Evite fumar e usar drogas ilícitas;
- arranje tempo para relaxar (meditação, alongamentos, técnicas de respiração);
- conecte mais com outras pessoas;
- cuide de sua espiritualidade;
- busque ajuda profissional (psicólogos, psiquiatras etc.).
Para casos mais graves de ansiedade, podemos utilizar a terapia medicamentosa.
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Compreendendo a Ansiedade
Olá, meu nome é Miguel Grossi Filho, sou médico psiquiatra pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especialização em Psiquiatria da Infância e Adolescência.
É um prazer ter você em nosso blog!
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